Álvares Machado, SP -

Apresentação da lição em power point

Mais apresentações em:http://www.slideshare.net/ailtonsilva2000/presentations

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Hino oficial da 4ª lição - EBD

este foi o hino que Daniel e seus amigos cantaram quando chegaram ao fundo da fornalha.

 "Quando eu cheguei aqui o meu Senhor já estava, 

Quando eu cheguei aqui o meu Senhor já estava

No meio da FORNALHA Ele passeava 

Quando eu cheguei aqui o meu Senhor já estava"

 Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Lição 4 - proposta

Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

As firmes promessas (459) Harpa Cristã Instrumental - Joãozinho Camargo ...

Eis aqui um canal do youtube que vale a pena se inscrever. Parece que as letras destas riquezas surgem em nossas mentes diante da melodia. Muito bom, recomendo. Inclusive este irmão é professor de Escola Bíblica Dominical.

Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

domingo, 19 de outubro de 2014

1º hino para a próxima lição

Como não lembrar desta riqueza? 
"o quarto homem já estava lá"

Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

2º hino para a próxima lição


Depois eu revelarei qual é o segundo hino.
Fica a dica - por enquanto
"O quarto homem já estava lá"

Palpites?

Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

Lição 3 - pós aula


1ª campanha de oração judaica na Babilônia – motivo: revelações dos sonhos do rei.

Daniel chamou para oração os seguintes jovens: Hananias, Mizael e Azarias.

Nabucodonosor recompensou os seguintes jovens pela revelação recebida: Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abednego.

Conclusão: os jovens ainda se tratavam pelos nomes recebidos dos pais no reino de Judá, enquanto que Nabucodonosor os tratavam pelos nomes dados, os quais exaltavam suas divindades (que não moravam com eles).

Falência do sistema idolatra babilônico: “os deuses não moram com a gente aqui na terra” 2.12 – NTLH.

Legado do império romano – os atuais e na época conhecidos como “os senhores do mundo”.
Legado do império babilônico – a senhora do mundo de sua época.

Deus mostra para qualquer um, mas as revelações celestiais são para poucos.

O sonho era comum aos reis, mas as interpretações eram divinas.


A pedra foi cortada sem auxilio das mãos – foi cortada pelo amor à humanidade (Cristo).

Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 18 de outubro de 2014

Neemias: Como sair do anonimato. Capítulo 12 - Slides






Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

Neemias: Como sair do anonimato - Capítulo 12

CAPÍTULO 12
SITUAÇÃO MINISTERIAL APÓS A RECONSTRUÇÃO

1. SEGUNDO ESTADO DE JERUSALÉM (Ne 10:37-39):
O fruto do concerto agora seria visto na atenção que os judeus dispensariam ao Templo, pois resgataram a alegria pela contribuição para a manutenção da Casa do Senhor. Eles ofertaram voluntariamente e regularmente e trouxeram os dízimos da terra para a manutenção do culto divino (10.32-38).

Todos reconheceram a importância do Templo de Jerusalém, até mesmo os estrangeiros que tinham a garantia de serem ouvidos, caso houvesse sinceridade e conversão em seu coração (II Cr 6.32-33).

A destruição do Templo e cidade se deu por mãos de Nabucodonosor, por permissão divina, como punição pela apostasia judaica e após os 70 anos de cativeiro (II Cr 36.21), eles receberam a permissão para retornarem a Jerusalém (II Cr 36.23). Zorobabel, Esdras e Neemias foram os responsáveis por três grandes obras: reconstrução do Templo, muros, portas e cidade pelo resgate dos ritos e ensinos da Lei. Bastava aos judeus conservarem, pois estava em questão não somente o presente, mas o futuro daquela nação.

No ano 70 d.C., o Templo foi novamente destruído, agora pelos romanos, sob o comando do general Tito e já se foram muitos dias sem o Templo, sem sacrifícios e sem sacerdotes (Os 3.4). 

a) Nova tarefa: Organização do serviço religioso:
Templo reconstruído por Esdras (restabelecida o canal de comunicação com Deus), o muro erguido e as portas levantadas (cidade protegida), povo avivado e um concerto foi firmado com Deus (reaproximação), estes acontecimentos selavam definitivamente o fim cativeiro, mas a cada momento surgia uma nova tarefa para Neemias e em todos estes momentos não foi visto sinal de vaidade, gravação de nomes em colunas, portas ou fixação de placas para que ficassem registrados nos anais da história judaica os feitos humanos.

Era necessário o pronto restabelecimento e organização do ministério levítico. Aos poucos Neemias foi avançando para aquele que sempre foi o alvo principal de sua missão, o Templo. A reconstrução do muro foi sim para proteger a cidade, o avivamento foi para alegrar o povo e o concerto teve as suas beneficies, mas a suma de sua tarefa era o resgate do serviço religioso para que então a nação se reaproximasse do seu Deus.

Uma santa convocação reuniu todos os responsáveis para que o serviço religioso do Templo fosse restaurado. Todos se purificaram, sacerdotes, levitas, cantores e o povo, para então oferecerem grandes sacrifício em meio a jubilo e alegria. O lamento inicial do povo foi transformado em regozijo, pois houve alegria, louvor e cânticos em ações de graças ao Senhor (Ne 12.43).

b) Importância do Templo (10.32-39):
Todos reconheciam a importância do Templo e estavam cientes de que  a questão envolvia o presente e o futuro de todos, por isto se empenharam ao máximo e não permitiram que aventureiros, interesseiros ou politiqueiros se aproveitassem do esforço em prol da reconstrução espiritual da nação. Os líderes serviram de exemplos e não deixaram suas vaidades dominarem-nos, não foi vista mudanças na engenharia do Templo e tampouco foram incluídos novos ornamentos visíveis, monumentos, etc. A preocupação foi em manter todas as diretrizes entregues por Deus a Moisés ainda no deserto na ocasião da construção do Tabernáculo (Êxodo caps. 25, 26, 27). Não houve inovações e invenções.

Será que os que ajudaram Zorobabel não questionaram a sua intenção de reconstruir o Templo primeiro? Erguer a nossa maior riqueza espiritual e deixar os nossos tesouros expostos aos nossos inimigos? Eles sabem que sem Templo não somos nada. Não seria melhor murar a cidade e proporcionar o mínimo de segurança?

Era necessário que o povo visse o Templo reerguido, para que sentissem a presença de Deus constante. O plano de Deus era: o povo ao ver o símbolo de sua religiosidade erguido certamente não colocará obstáculos para reconstruir a cidade.

2. OS QUE RETORNARAM COM ZOROBABEL (12.1-25):
Deus instituiu uma responsabilidade aos levitas, nomeando-os como sacerdotes e auxiliares para trabalhos contínuos a fim de manterem a ordem e administrarem os sacrifícios no Tabernáculo.

Zorobabel liderou o primeiro grupo de exilados judeus que retornaram a Jerusalém com a missão de reconstruírem o Templo e restabelecerem a adoração a Deus. O símbolo maior da religião judaica estava em melhores condições, bem diferente da cidade, quando Neemias chegou para iniciar a obra, mas somente aqueles que conseguiram provar a sua ascendência levítica é que foram admitidos para administração do serviço religioso (12.8-21).

a) O ministério sacerdotal – sacerdotes , sumo sacerdote e levitas:
Os sacerdotes eram representantes do povo diante de Deus, descendentes da tribo de Levi, portanto deveriam ter uma vida santa e irrepreensível (Lv 10.1-3). Eles não poderiam possuir algum tipo de deformidade e deveriam preencher uma série de requisitos (Lv 21-17-20), mas isto não fazia ou capacitava todo levita para que ele fosse um sacerdote.

a.1) As funções dos sacerdotes:
  • Fazer mediação entre o povo e Deus e oferecer sacrifícios pelos pecados, visando à reconciliação com o Senhor (Lv 16.11-28; Nm 3.3; II Cr 13.11);
  • Consultava a Deus pelo povo, buscando discernir a vontade do Senhor (Nm 27.21);
  • Oficiava e ministrava os cultos religiosos;
  • Ensinava como professor ou mestre da Lei (Lv 10.10,11);
  • Discernia a existência de lepra e efetuavam o rito de purificação (Lv 13.14-15) e determinava castigos por assassinatos e outras questões civis (Dt 21.5; II Cr 19.8-11);
  • Tomavam conta do tabernáculo (Nm 18.5-7);
  • Conservavam sempre aceso o fogo do altar (Lv 6.12-13);
  • Queimavam incenso (Ex 30.7-8);
  • Purificavam os imundos (Lv 15.30-31);
  • Transportavam a arca (Js 3.6-17; 6.12;
  • Encorajavam o povo a ir à guerra (Dt 20.1-4);
  • Tocavam as trombetas em várias ocasiões (Nm 10:1-10; Js 6.3-4);
  • Não podiam beber vinho ou bebida forte (Lv 10:9).
a.2) O sumo sacerdote:
Era uma posição honrosa, hereditária (Ex 28.43) reservado ao primogênito, exceto nos de enfermidade, mutilação (Lv 21.17-20) ou na vacância (Nadabe e Abiú – Nm 3.4), mas de muita responsabilidade e cercada por muitas restrições, que muitos israelitas não seriam capazes de cumpri-las (Lv 21.1-15).

Deviam estar de prontidão, pois eram os representantes responsáveis e qualificados para que Deus fosse consultado nas necessidades. Uma de suas mais importantes funções era a intercessão pelo povo no dia anual da expiação (aos dez dias deste mês sétimo - Lv 23.27), momento em que o sumo sacerdote se purificava com água, vestia suas vestes santas de linho, sacrificava um novilho por si e pela sua família e tomava uma vasilha de brasas do altar para então entrar no Santo dos Santos.

b) Os levitas – não eram todos sacerdotes (Nm 1.50-51):
Os levitas, descendentes da tribo de Levi, sem herança material (Dt 10.9), mas separados por Deus para serem seus (Nm 8.14), exerciam o sacerdócio e auxiliavam nos trabalhos contínuos (Nm 3.6-10). Eram os únicos autorizados a trabalharem no Tabernáculo. 

b.1) Funções dos levitas:
  • Transporte da Arca da Aliança (I Sm 6.15; II Sm 15.24);
  • Serviços no tabernáculo (Nm 1.50-53);
  • Responsáveis pela música e liturgia (I Cr 15.16, 17, 22);
  • Ensinavam a Lei ao povo (Ne 8.7-8; II Cr 35.3);
  • Ministravam aos sacerdotes (Nm 3.6-7; 18.2) e ao povo (II Cr 35.1-6);
  • Vigiavam o santuário (Nm 18.3);
  • Guardavam os instrumentos, os vasos sagrados (Nm 3.8); os tesouros sagrados (I Cr 26.20); os dízimos e ofertas (II Cr 31.11-19; Ne 12:44);
  • Montavam, desmontavam, carregavam e arrumavam o Tabernáculo, etc (Nm 1:50-51);
  • Matavam os idolatras e apostatas como o ocorrido no caso do bezerro de ouro, pois foram eles que puniram os apostatas (Ex 32.25-29).

3. A PURIFICAÇÃO DOS SACERDOTES LEVITAS E POVO:
Os sacerdotes e levitas estavam a frente de toda aquela solenidade, portanto era necessário que fossem exemplos de pureza e santidade, pois de outra forma como poderiam purificar o povo? Todos se purificaram para se apresentarem diante de Deus.

a) Purificação dos sacerdotes:
Havia necessidade dos sacerdotes se purificarem? Eles também estavam isentos de falhas como os demais judeus, tanto que se purificavam antes dos sacrifícios. O sacerdote que não se purificasse, poderia morrer pela desobediência e serviria de exemplo para o povo. A purificação representaria a santidade, a separação para uso exclusivo de Deus.

b) Purificação dos levitas:
A purificação dos levitas se dava por aspersão com água da purificação (Nm 8.5-7), depois prosseguia o ritual com a rapagem de todo o corpo com navalha e por fim lavavam as vestes.

c) Purificação do povo:
Mais uma vez a liderança, agora a religiosa, deu o exemplo e cumpriu todos os rituais prescritos na Lei, portanto não havia como o povo não se purificar.

4. FESTA DE DEDICAÇÃO, COMEMOREM:
Porque esta dedicação não ocorreu logo após o término da reconstrução? Ainda não havia clima espiritual e conhecimento da Lei necessários para valorizarem todos os feitos de Deus. Se realizassem esta festa naquele momento certamente atribuiriam a si o sucesso pelo objetivo conquistado.

Foi preciso o avivamento, conhecimento, arrependimento, confissão dos pecados, contrição e o compromisso com Deus, que deveria ser renovado. Após cumprirem todas estas etapas veriam tudo aquilo como obra das mãos de Deus.

A dedicação do povo na reconstrução do muro foi algo nunca visto em Jerusalém, o avivamento de igual modo e posteriormente o concerto anunciava a grandiosidade daquela festa.

Foram vários anos vivendo entre os escombros, mas agora a realidade era outra, sinal de vitória, alegria pelas reconstruções (altar, Templo, muro), por isto a alegria vista naqueles dias foi algo contagiante, ouvido de longe pelos seus vizinhos (Ne 12.43).

a) A participação dos levitas: 
Era imprescindível a participação dos levitas na condução e adoração no culto ao Senhor, por isto foi necessária a restauração de seus ministérios para participarem do culto de dedicação dos muros de Jerusalém.

b) A participação dos cantores: 
Era essencial a apresentação de cânticos de adoração e louvor a Deus durante a festa de dedicação dos muros de Jerusalém, para que o povo manifestasse toda a alegria pelas vitórias e restaurações ocorrida na nação.

Neemias reuniu os 148 cantores que descendiam de Asafe (Ne 7.44) e mais 245 que procediam de outras famílias levíticas (Ne 7.67), para que bendissessem ao Senhor, através da música (a linguagem da alma), o instrumento pelo qual se comunicaram com Deus (Sl 40.3; Ef 5.19-20).

c) A liturgia correta e santa:
Foram dois grandes cortejos, um liderado por Neemias e o outro por Esdras, que mesmo tomando caminhos opostos, encontraram-se no Templo. Participaram os levitas, os cantores e os príncipes de Judá (Ne 12.27-43) e ali realizaram um grande culto em ação de graças a Deus. Aqueles cortejos não foram espetáculos e tampouco entretenimento, mas sim foi uma reunião de profunda reverência ao Senhor.

d) Os verdadeiros sacrifícios (v 43):
Ao chegarem no Templo eles sacrificaram em meio aquela grande alegria, reconhecendo os benefícios recebidos da parte de Deus. Os sacrifícios representam a entrega que efetuavam naquele momento e eram também sombras de coisas futuras, que se cumpriram alguns anos mais tarde, no ministério terreno de Jesus:
  • Os sacrifícios do passado não removiam definitivamente os pecados do povo. O sacrifício de Jesus removeu de uma única vez (Hb 10.11)
  • Os sacerdotes ofereciam sacrifícios contínuos. Jesus ofereceu-se em sacrifício apenas uma vez;
  • Os sacerdotes ofereciam sacrifícios de animais. Jesus ofereceu-se a si mesmo;
  • Os sacrifícios cessaram. O sacrifício de Jesus tem eficácia eterna.
5. COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
  • O concerto do povo não poderia ter sido efetivado logo após a reconstrução? Ainda estavam com o sangue fervendo, não teriam o mesmo resultado? Havia algumas etapas que deveriam ser cumpridas pelo povo, pois não podemos pular etapas em nossa vida;
  • Após a reconstrução da cidade, muitos poderiam ter voltado para suas casas, satisfeitos, felizes por terem feito algo para Deus;
  • “Terminamos a construção”! Terminaram? A festa será somente após o avivamento e concerto;
  • Caso a festa da dedicação dos muros fosse feita após a reconstrução, certamente cunhariam até moedas com as faces de Neemias e Esdras;
  • Nemias decidiu reunir os levitas e eles vieram, pois Deus jamais permitira que o líder fosse envergonhado;
  • O povo rodeou os muros, um grupo de cada lado, para que contemplassem a grande obra que foi concluída quando acreditaram na possibilidade, antes seria impossível;
  • A divisão em grupos foi para ganharem tempo? Tinha muito por comemorarem naquele dia? Ou terá sido por outro motivo? Desavença entre os lideres (At 15.39-40) assim como aconteceu com Paulo e Barnabé, que decidiram pela segunda viagem com companheiros novos, mesmo assim os dois grupos de missionários tiveram o mesmo objetivo: pregação do Evangelho. O que parecia o fim da dupla de missionários se tornou o início do quarteto de pregadores e ganhadores de almas;
  • Se tivessemos alguns novos convertidos judeus, recém libertos do jugo da Lei, certamente eles estranhariam quando ouvissem alguns de nós dizendo ou cantando: “Eu estou no altar do sacrifício. Eu estou no lugar santo. Eu estou no santo dos santos”. No mínimo achariam uma falta de respeito, pois eles conhecem o significado de todas estas expressões que hoje são usadas tão naturalmente pela igreja. Mesmo vivendo na atual dispensação e isentos de tal prática é necessário conhecermos o que pregamos. A graça nos permite entrar na presença de Deus? Sim. Sem intermediação? Sim. Para os judeus se imaginarem em um destes três lugares era como se fosse impossível, o que diremos nós, os gentios?
  • Patéticamente, se nos dias de hoje o Templo estivesse intacto em Israel e se nos fosse permitido fazer um “tour”, adentraríamos estes lugares santos? Primeiro teríamos que passar pelos levitas (Ex 32.26), neste caso a parada seria indigesta;
  • Os levitas esperavam somente o toque da trombeta pelos sacerdotes para então se reunirem;
  • Somente os chamados trabalhariam no Templo, mas alguns poderiam dizer: “Eu sou da tribo tal e conheço o trabalho. Já convivi com levitas e tenho boa vontade. Eu sei e quero trabalhar”. Talvez isto tenha acontecido, pois o serviço levítico conheceu a ruína após o exílio, bem possível que alguns tenham sido nomeados para exercerem as funções;
  • Não era qualquer um que trabalharia no Templo. Depois da cansativa viagem, da dura reconstrução e da vitória sobre a oposição, jamais Neemias deixaria qualquer um trabalhar no Templo. Somente trabalharia no Templo quem tivesse chamada e provasse a linhagem levítica. Assim como naquele tempo, tem muitos que sequer sabem o significado da palavra trabalho;
  • Após o exílio o cargo de sumo sacerdote teve características políticas, o que não víamos antes, pois eles se dedicavam totalmente aos cuidados religiosos;
  • Quantos sumos sacerdotes morreram durante o dia da expiação? Ou somente temos o problema ocorrido com Zacarias, pai de João Batista? Neste episódio o povo perguntava para se o problema era devido ao pecado, mas ele não respondia. O problema não foi o pecado, mas a benção que acabara de receber;
  • Como foi a despedida de Neemias: Congregação erguida, povo avivadinho, agora era somente retornar depois para ver como estavam, assim como o apostolo Paulo fez nas maiorias das igrejas abertas em suas viagens missionárias, pois abria campos e depois enviava cartas para se inteirar da situação ou corrigir, quando não retornava pessoalmente;
  • Jesus restaurou Israel, mas não da forma como esperavam. O mesmo aconteceu com Zorobabel, alguns imaginavam que a reconstrução deveria começar pelo muro e portas para então seguros erguerem o Templo;
  • Na nossa conversão em qual campo Jesus opera logo de início? No campo material? Emocional? Ou no espiritual?
  • Jerusalém não suportaria uma segunda destruição da cidade e tampouco do Templo. E ainda mais em tão curto espaço de tempo. Isto se os inimigos os atacassem novamente (suposição bem patética);
  • Precisamos chegar a este ponto? Destruição total para recomeçarmos do zero novamente? Os judeus esqueceram tudo, língua, lei, parte da história, organização.
Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

domingo, 12 de outubro de 2014

Lição 2 - pós aula


Para tirar os judeus da Babilônia deu muito trabalho, foi necessário muito esforço por parte da liderança do retorno. Uma parte dos judeus resolveu ficar.

Para se desvencilhar da cultura babilônica e dos privilégios adquiridos foi necessário muita força de vontade.

Moisés tirou quase 3.000.000 de hebreus do Egito, mas da Babilônia foram tirados alguns poucos de milhares.

Daniel chegou abafando na Babilônia: “não quero me contaminar e ponto final”.

O nome alterado de uma pessoa é possível afeta em algo o seu caráter ou conduta? Na minha Cida tem um cidadão conhecido por “mucho”, será que se ele fosse chamado pelo nome real, o recebido de seus pais, algo mudaria?

Conheço outro que, nos tempos de infância, era chamado de “macumbeiro”. Hoje ele é crente na pessoa de Jesus Cristo. Eu o chamo pelo seu nome.

Se Daniel e os seus amigos tivessem dito: “Eu não como e não bebo, pois a minha religião não permite”. Eles agiram de outra forma, com muita sabedoria.

O que teria acontecido se eles tivessem vivido durante a atuação do império romano? Creio que os romanos diriam: “Vocês comerão e beberão e ainda por cima serão crucificados”.

Ouviu de um aluno: “Israel é igual a tiririca” – como foi perseguido durante sua história, mas nunca morreu.

Meu nome é Sadraque e não Mandraque.

Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

sábado, 11 de outubro de 2014

Neemias: Como sair do anonimato. Capítulo 11 - slides






Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

Neemias: como sair do anonimato - Capítulo 11


CAPÍTULO 11
C.A.C.A.
CONFISSÃO – ARREPENDIMENTO – CONCERTO – AVIVAMENTO

1. CONFISSÃO (ANTECEDEU O ARREPENDIMENTO):
Israel sempre foi alertado sobre o perigo da desobediência, mas ignoraram estes avisos imaginando que não estariam assim tão próximos do juízo de Deus. Após o avivamento, algo que como escamas lhes caíram dos olhos, e entenderam que o tempo do cativeiro houvera sido uma consequência da apostasia, idolatria, imoralidade e injustiça.

O convívio com os babilônicos foi um período de muitas perdas e prejuízos à identidade de Israel, mas por outro lado foi um tempo de refrigério e concerto para eles.

Os judeus não resistiram ao quebrantamento promovido pela exposição da Palavra (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação), pois Ela é viva, eficaz e penetrante (Hb 4.12), tanto que firmaram um novo concerto com o Senhor. Tradicionalmente havia somente uma forma de demonstrarem que estavam realmente avivados e arrependidos dos seus pecados, que era o jejum e as vestes de panos de sacos (9.1-3). Isto era prova de que o avivamento havia produzido o efeito desejado. O verdadeiro arrependimento seria fruto do verdadeiro avivamento.

A leitura da Lei gerou uma contrição e resultou na confissão dos pecados (Pv 28.13), por isto o avivamento espiritual não demorou a acontecer. Entenderam a Palavra, choraram pelos pecados (8.9), se humilharam e quebrantaram os corações diante de Deus, ações suficientes para que evitassem novamente os erros. Naqueles dias houve mudança de vida e quebrantamento, sinais evidentes do verdadeiro arrependimento (abandono do pecado para voltar-se a Deus) que é uma das doutrinas fundamentais da fé cristã (Rm. 2.4; II Pe. 3.9).

a) Resgate da história:  
Eles poderiam até esquecido da história de seus antepassados, mas os lideres fizeram questão e tiveram o zelo em lembrar-lhes. Resgataram a história e trouxeram a memória somente o que aumentava a esperança deles (Lm 3.21), pois reconheceram Deus como Criador, lembraram das promessas a Abraão, das misericórdias e operações no Egito e no deserto, da glória no Sinai, das provisões mesmo diante da dureza dos corações e das inúmeras vitórias antes e depois de entrarem em Canaã. Na saída do Egito foram cerca de três milhões, felizes com a libertação, mas com Zorobabel, Esdras e Neemias menos de cinqüenta mil retornaram que aliados com o restante que não foram levados cativos (1.3) reconstruíram o muro, viveram o verdadeiro avivamento seguido do arrependimento e firmaram o novo concerto com Deus.

b) A súplica dos judeus:
Diante do arrependimento demonstrado bastava aos judeus suplicarem pela misericórdia de Deus (9.32) para serem novamente visitados, agraciados e libertos, de uma vez por todas, das consequências do cativeiro (9.32-37). Eles ainda se encontravam na situação de escravidão, mesmo estando em seu próprio território.

A aliança feita com Abraão, Isaque e Jacó sempre foi mais forte do que qualquer ato impensado dos judeus e não poderia ser quebrada por qualquer manifestaçãode  insanidade judaica. O que diriam as outras nações, caso Deus interrompesse a sua misericórdia para com Israel devido aos seus constantes erros?

2. ARREPENDIMENTO – (ANTECEDEU O CONCERTO):
O verdadeiro arrependimento move o coração de Deus e implica em mudança de vida e não em remorsos. O resultado destas atitudes humanas é a restauração. Vestir-se de panos de sacos e trazerem terras sobre si (Jó 2.12; 1 Sm 4.12; Lm 2.10) eram sinais de profunda humilhação diante de Deus, mas não caracterizavam o verdadeiro arrependimento (Jl 2.12-13).

A exposição da Palavra (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação) produziu o efeito desejado no povo (8.9) e permitiu uma aproximação a Deus. Neemias e Esdras estiveram preocupados, desde o início, com o entendimento e não com o sentimento e agora diante do resultado contemplavam o povo agindo com a consciência e não movidos pelo emocionalismo. Algo como escamas caíram de seus olhos e não resistiram diante de tanto quebrantamento. Isto por si só já seria suficiente para evitarem erros no presente e futuro.

a) Sinais do verdadeiro arrependimento:
O arrependimento e posterior mudança de vida foi notado entre os judeus naquele dias. Foi uma ação consciente e não mero fruto da emoção pelos últimos acontecimentos.

b) Apartação de povos idólatras (9.2):
O grande problema de Israel após a sua entrada em Canaã foi a relação com os seus vizinhos e com os povos que não foram expulsos, pois sempre ficaram propensos a idolatria, abominação para Deus (Dt 18.9-12). Uma das principais evidências de que estava ocorrendo uma mudança no povo foi justamente o fato de se colocarem em posição para agradarem a Deus, desta forma se afastariam de outros povos e de seus inúmeros deuses.

A grande preocupação de Esdras, o sacerdote, foi com os casamentos mistos, por isto determinou que os judeus despedissem suas mulheres estrangeiras (Ed 10), pois elas não tinham a mesma fé e o mesmo Deus (II Co 6.14; Jo 3.19-21). Isto não caracterizava um conflito racial, mas sim uma preocupação teológica (10.28). A união com outros povos abria as portas para a idolatria e para o maldoso sincretismo disfarçado. Apartando destes povos, os judeus, ficavam livres de seus costumes pagãos. O resultado desta atitude foi o despertamento espiritual de todos.

O casamento misto foi um dos grandes problemas do rei Acabe que casou-se com Jezabel, uma estrangeira (I Re 16.31) e o mesmo fato foi repetido pelo rei Salomão que se casou com muitas mulheres estrangeiras, pervertendo o seu coração (I Re 11.1-2).

3. CONCERTO (ANTECEDEU O AVIVAMENTO):
A alegria, pós reconstrução de Jerusalém, levou os judeus a firmarem um novo concerto, pelo qual se comprometiam em obedecerem a vontade de Deus, sendo que uma das principais promessas foi em não contraírem casamento com seus vizinhos pagãos (10.30) e observarem o sábado (10.31) entre outras obrigações.

A exposição da Palavra (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação) fez com que os judeus não ficassem somente reféns da emoção, mas serviu para que exteriorizassem todo o desejo por mudança. Um avivamento sem Palavra, experiências e prática não produz o resultado esperado, apenas aprisiona o povo a uma dimensão sentimental.

A reforma espiritual foi concretizada no momento da efetivação do concerto. Esta foi a prova de que o avivamento foi capaz de produzir mudança de vida, dando condições para requisitarem as bênçãos de Deus. A única exigência de Deus (Dt 10.12-13) neste caso foi a obediência, justamente o ponto fraco deles (Dt 8.20; Dn.9.11; At 7.39).

Os sacerdotes, levitas e os lideres do povo (9.38) se uniram em prol de um concerto pelo qual se comprometeriam em andar segundo a lei de Deus. As conseqüências pós exílio ainda perturbavam a mente dos judeus, por isto eles mesmo enxergaram a necessidade de mudança em suas vidas, ainda mais após o extenso e detalhado histórico de queda de Israel e das providências de Deus (9.4-38).

a) Os lideres como exemplo (10.28,29):
O exemplo deveria partir da liderança e eles se portaram exemplarmente demonstrando todo o interesse pelo concerto. A resposta foi imediata do povo, que admiraram aqueles homens e seguiram-nos. A conduta no caráter falou mais alto que muitas palavras (I Pe 5.3).

Os judeus jamais teriam tomado a decisão caso não tivessem visto a liderança se apresentando diante de Deus, desejosos pela mudança (I Tm 4.12).

Neemias, líder político e Esdras no campo religioso foram os primeiros a selarem o concerto (10.1), logo após foram os sacerdotes (10.2-8), depois os levitas (10.9-13), os chefes de famílias (10.14-27) e finalmente todo o povo (10:28). A assinatura de todos validou aquele documento.

4. AVIVAMENTO (NÃO FOI SUPERFICIAL):
A exposição da Palavra (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação) promoveu um grande avivamento entre os judeus, conduzindo-os ao arrependimento, condição essencial para o concerto.

O avivamento gerado pela exposição (leitura, ensino, explicação, entendimento e aplicação) da Lei não se restringiu apenas a cânticos e celebrações, apesar, que eles não encontravam motivos para cantarem em terras estranhas (Sl 137), então agora poderiam sem nenhum problema. Motivos para alegria não faltavam, haja vista estarem diante da obra concluída e terem resgatados parte da tradição, da religiosidade e do nacionalismo. O essencial era que este avivamento gerasse contrição, confissão de pecados e arrependimento e foi isto o que realmente aconteceu.

Os judeus reconheceram o desprezo que manifestaram pela Palavra e que todos os anos em que estiveram no exílio foram consequências de seus próprios erros, mas tinham ciência que Deus estava lhes proporcionando uma nova chance, uma oportunidade para se aproximarem (II Cr 7.14) a fim de serem restaurados.

O exemplo dos líderes que decidiram pela observância integral da lei de Deus foi o grande fruto do avivamento experimentado pelos judeus, pois todos foram incentivados a demonstraram o mesmo compromisso incondicional.

Isto prova que aquele avivamento teve resultados duradouros e não superficiais como acontecem em muitos casos atuais. O certo é que o segundo estado foi bem melhor que o primeiro, por isto é que podemos afirmar que Jerusalém não era mais a mesma, estava bem diferente.

a) Frutos materiais e sociais do avivamento:
As melhoras foram vistas em sua estrutura (os muros reconstruídos e as portas levantadas), na sua economia (os ricos devolveram as terras e casas que haviam tomado dos pobres e os sacerdotes voltaram a cuidar da Casa de Deus), mas a mais importante transformação foi no campo espiritual, sem a qual todas as outras não teriam acontecido.

b) Frutos espirituais pré avivamento:
A grande reforma espiritual somente foi possível porque o povo demonstrou fome pelo ensino da lei, a qual produziu um grande avivamento e, por conseguinte, a confissão dos pecados. Se estivessem, desta forma, certamente não teriam sido levados para o cativeiro.

5. COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
  • Característica marcante dos judeus daquele episódio: “Maria vai com as outras”, com todo o respeito, mas se Neemias não tivesse colocado a mão na massa, se os obreiros não tivessem se esforçado na leitura e explicação da Palavra e se os levitas, sacerdotes e os lideres não tivessem se purificado, certamente eles estaria até hoje vivendo entre os escombros, mas graças a Deus que esta característica é um bom exemplo a ser seguido;
  • Frutos do avivamento: arrependimento, confissão e o concerto;
  • Frutos do concerto: zelo pelo Templo, necessidade da adoração (um dia) e preocupação com a manutenção do Templo e do culto;
  • Como os judeus gostavam de auto-humilhação, com vestes de pano de saco, terra na cabeça, jogando-a no ar, alguns certamente andariam preparados com seus kits de humilhação, composto de capas e saquinhos de terra no bolso, vai que precisasse em algum momento. Os judeus jogaram quase um caminhão de terra para o ar quando Paulo fazia sua primeira defesa (At 22.22-23);
  • Quando os judeus foram lembrados de sua história, das operações de Deus no passado (Ne 9), estavam na verdade, presenciando uma prévia do que seria o sermão de Estevão;
  • Quantos não voltariam quando se deparassem com a mesma visão que Neemias teve ao chegar em Jerusalém? Certamente diriam: “Eu, vou embora, este povo que permaneça nesta situação, estou fora, já tentei de tudo”;
  • Como os israelitas perturbaram Neemias? Tanto quanto tiraram Moisés do sério. Para isto eles eram especialistas. O próprio Deus deu testemunho deles a respeito disto;
  • Quando Neemias voltou a Jerusalém, pela segunda vez (Ne 13.7), correu para conferir o fruto do avivamento e concerto que havia sido testemunha. Ele não suportou a degradação e espancou alguns que estavam misturados aos pagãos (Ne 13.23-25).
Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)