Álvares Machado, SP -

Apresentação da lição em power point

Mais apresentações em:http://www.slideshare.net/ailtonsilva2000/presentations

sábado, 20 de setembro de 2014

Neemias: Como sair do anonimato? Capítulo 8 - Slides





Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

Neemias: Como sair do anonimato? Capítulo 8


CAPÍTULO 8
A PASSAGEM DE NEEMIAS PELAS PORTAS
ANTES DA RECONSTRUÇÃO

Neemias passou por todas estas portas, antes mesmo delas serem reconstruídas:

1) PORTA DO GADO OU DAS OVELHAS:
          Neemias foi o primeiro a ser reconstruído e separado para a obra;
          Não seria qualquer um que passaria por aquela porta;
          Tipo de Cristo: se desfez de seus privilégios e foi socorrer o povo;
          Levou a esperança, a salvação e ânimo para a cidade.

2) PORTA DO PEIXE OU DE DAMASCO:
          Sentiu a chamada e se tornou um pescador de homens;
          Reproduziu o seu ideal e se dedicou ao crescimento espiritual;
          Os peixes eram comercializados nas imediações da Porta;
          Portanto ordenou que reconstruísse o muro perto de suas casas.

3) PORTA VELHA OU DE JAFA:
          Resgatou a história, o nacionalismo e os tesouros dos hebreus;
          Renunciou ao seu “eu”, aos privilégios e retornou as suas origens;
          Mostrou ao povo que o plano de Deus havia resistido ao tempo.

4) PORTA DO VALE:
          Ainda na corte, quebrantado e contrito de coração orou pelo povo;
          Humilhou-se, reconhecendo o seu erro e do povo.

5) PORTO DO MONTURO:
          Escoou para fora da cidade a crise e o desânimo do povo;
          Tudo se fez novo na cidade, após a sua chegada.

6) PORTA DA FONTE:
          Deus vivificou o seu coração, mesmo longe;
          O primeiro milagre foi na sua vida, ainda na corte.

7) PORTA DE MICFADE:
          Desde o início defendeu o povo dos opositores;
          Ao mesmo tempo trabalhava e vigiava a cidade;
          Guardou, vigiou e cumpriu a comissão que Deus lhe deu.


Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

18) Jó


Para quem foi escrito este livro?     
Para os israelitas.

Por quem foi escrito (autor)?  
Autor Desconhecido.

Em qual momento histórico?
Indefinido.

Por que este livro foi escrito? 
Porque era preciso se opor aos conceitos tradicionais sobre a difícil questão do sofrimento humano em confronto com a afirmação que Deus é bom e justo.

Para quê este livro foi escrito?        
Para que a raça humana compreenda que Deus é soberano e recompensa aqueles que lhe pertencem, apesar dos tempos de aperto e dor (O leitor aprende que Jó sofreu não porque era um dos piores dentre os homens, mas porque era um dos melhores, e que a sua provação veio a glorificar o seu Deus).


Obs: Material extraído do DVD "Mega Coletânea Bíblica - 10.000 artigos". Não tem citação da fonte, mas se alguém conhecer, ficarei grato e mencionarei.
Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

Pré-aula_Lição 12: Os pecados de omissão e de opressão



Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

Pré-aula_Lição 12: Os pecados de omissão e de opressão



Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

sábado, 13 de setembro de 2014

Neemias: como sair do anonimato? Capítulo 7 - slides










Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

Neemias:como sair do anonimato? Capítulo 7

CAPÍTULO 7
EX-PORTAS QUEIMADAS (TUDO SE FEZ NOVO)

INTRODUÇÃO:
Jerusalém possuía 12 grandes portas, sendo, cada uma, nomeada de acordo com a sua função, aplicação ou pelas influências que exerciam sobre a vida dos reis, sacerdotes ou moradores:
  • Porta do Gado ou das ovelhas (3.1);
  • Porta do Peixe (3.3);
  • Porta Velha (3.6);
  • Porta do Vale (3.13);
  • Porta do Monturo (3.14);
  • Porta da Fonte (3.15);
  • Porta do Cárcere (12.39);  
  • Porta das Águas (3.26);
  • Porta dos Cavalos (3.28);  
  • Porta Oriental (3.29);
  • Porta de Mifcade (3.31);
  • Porta de Efraim (8.16).  
Elas transmitiam segurança, proteção e defesa, mas também eram usadas estrategicamente pelas autoridades a fim de administrarem os conflitos ou erros do povo (Dt 17.5-8), portanto não eram apenas grandes objetos de madeiras (Ne 3.6), ferro (At 12.10) ou bronze (Sl 107.15,16). Era comum também existirem fontes de água nas proximidades destas portas para facilitar em caso de incêndio durante as tentativas de invasões.

Pela ausência de praças públicas, elas eram utilizadas como locais de concentração do povo para realizarem seus negócios (Jó 29.7; Am 5.10-12), comercializarem seus produtos e para ouvirem a leitura da Lei (Ne 8.1-3) e também serviam de testemunhas para os resgates de autoridade e soberania dos governantes, pois ali eram resolvidas as demandas judiciais (Dt 17.5). Durante as guerras eram os locais mais vigiados, pois se caíssem as portas a cidade seria facilmente dominada.

Todas estavam queimadas e os muros fendidos. Que tipo de segurança havia naquela cidade? A reconstrução deveria ser urgente, mas como, sem ânimo e diante de uma crise sem precedentes? Neemias responsabilizou cada família na reconstrução de trechos do muro. Esta foi a solução encontrada por ele. Atualmente a cidade possui apenas oito portas, sendo a Porta Nova, do Esterco, das Flores, de Jafa, de Damasco, dos Leões, de Sião e a Dourada.

1. A PORTA DO GADO OU DAS OVELHAS (3.1): 
Localização: Próxima ao Templo. Junto a ela encontrava-se o tanque de Betesda (Jo  5.2). Era a menor das portas, pois foi construída justamente para a passagem das ovelhas e não de homens;

Função: Local de passagem das ovelhas para serem lavadas antes de serem sacrificadas no Templo.

Reconstrutores: Os sacerdotes (3.1). “E junto a ele” (3.2) os homens de Jericó.

Significado: Foi a primeira a ser reconstruída e única a ser consagrada. É uma figura de Cristo, a Porta da Salvação e o Bom Pastor (Jo 10.7-9). Na sua segunda vinda Jesus não entrará por esta porta, pois Ele estará na condição de Leão e não mais de Cordeiro. Simboliza a reconstrução do homem e sua posterior conversão.

2. A PORTA DO PEIXE (3.3; 12.39): 
Localização: Localizada ao norte.

Função: Os peixes do rio Jordão e do mar da Galiléia chegavam à cidade por intermédio desta porta e eram comercializados nas imediações, por isto veio a receber este nome.

Reconstrutores: Os filhos de Hassenaá (3.3). “E ao seu lado” (3.4-5) outros homens, exceto alguns nobres e preguiçosos de Tecoa.

Significado: Simboliza a pregação do Evangelho pelo homem, que foi feito pescadores de homens por Jesus (Mt 4.19).  Ressalta a dedicação profética, crescimento e reprodução. O peixe era usado como símbolo, pelos primeiros crentes, pois a palavra grega ICHTHUS, formava o acrônimo Iesus Christus Theou Huios Soter (Jesus Cristo Filho de Deus Salvador).

3. A PORTA VELHA (3.6; 12.39): 
Localização: Na parte mais antiga da cidade (3.6).

Reconstrutores: Joiada, filho de Paséia e Mesulão, filho de Besodias (3.6). “E ao seu lado” (3.7-12) vários homens.

Significado: Ela nos remete ao resgate histórico das tradições dos hebreus, através de suas gerações, redescobrindo os seus tesouros. É um retorno aos caminhos antigos (Jr 6.16), ao princípio, aos marcos antigos, a renúncia ao “eu”, as nossas tradições e vã maneira de viver. Representa também a legítima doutrina cristã, que resiste ao tempo e as investidas malignas.  

4. A PORTA DO VALE (3.13): 
Função: Dava acesso ao vale localizado na parte oeste de Jerusalém.

Reconstrutores: Hanun e os moradores de Zanoa.

Significado: Ela lembra-nos da humilhação, quebrantamento e contrição na presença do Senhor (Sl 51.17b). Esta porta faz nos entender que a nossa vida cristã é composta por altos e baixos, montanhas e vales (Dt 11.11), mas também ela nos mostra que mesmo nos vales é possível vigiarmos, para não nos tornarmos presas fáceis.

5. A PORTA DO MONTURO (2.13; 3.14): 
Função: Servia para escoação do esgoto e lixo da cidade, que seria queimado no vale de Hinom.

Reconstrutores: Malquias, filho de Recabe, maioral do distrito de Bete-Haquerém.

Significado: Representa a purificação do homem, a limpeza dos corações, a escoação do lixo espiritual que serve apenas para interromper a comunhão com Deus. Aquele que está em Cristo, nova criatura é, portanto não tem espaço para a reciclagem, pois tudo se torna novo (II Co 5.17).

a) O vale de Hinom:
O lixo da cidade, os corpos de pessoas consideradas indignas de serem sepultadas e dos animais mortos eram depositados neste vale, para depois serem incinerados. Este foi o lugar onde ofereceram sacrifícios infantis ao deus Moloque (II Rs 16.3; 21.6; II Cr 28.3; 33.6).

6. A PORTA DA FONTE (3.15): 
Localização: Ficava ao sul da cidade próxima ao Tanque de Siloé, onde o cego de nascença foi curado por Jesus! (Jo 9.10,11).

Reconstrutores: Salum, filho de Col-Hozé, maioral do distrito de Mispa. “E depois dele” (Ne 3.16,27) vários homens.

Significado: Simboliza os milagres de Deus na vida do cristão, a limpeza do pecado e a vivificação da alma do homem (Sl 119.50), que tem a sua sede de Deus saciada. Representa também a necessidade constante da operação do Espírito Santo na nossa vida.

7. PORTA DE MICFADE OU PORTA DA GUARDA (3.31):
Localização: A nordeste de Jerusalém, ao que tudo indica, ficava adjacente ao Templo.

Função: Dava acesso aos corredores onde ficavam os oficiais que guardavam e vigiavam a cidade. Dela se ouvia os gritos de aviso dos sentinelas que avistavam, ao longe, os inimigos, por isto esta porta deveria estar sempre em perfeitas condições, caso contrário a segurança da cidade ficava comprometida.

Reconstrutores: Malquias, filho de um ourives. Esta foi a décima e última porta a ser restaurada nos muros de Jerusalém.

Significado: Representa alguns dos atributos da igreja, entre os quais, guardar e vigiar os preceitos Divinos (Sl 119.12) e cumprir a comissão divina (Mt 28.18-20).

8. COMENTÁRIOS ADICIONAIS:
  • Se estivessemos em Jerusalém sendo liderados por Neemias trabalharíamos como os demais?
  • Se Neemias nos permitisse escolher uma porta para ajudarmos na reconstrução, qual escolheríamos? Ou daríamos quais desculpas?
  • Porta da ovelha - é muito estreita, difícil de passar, não são todos que conseguem;
  • Porta do peixe - tem cheiro forte. Este povo que se achega a Deus cheio de problemas, com seus vícios, problemas e dificuldades;
  • Porta Velha - está cheia de gente desanimada, antiga;
  • Porta do vale - "meu Deus e meu Pai", livra-nos do mal, chega de luta;
  • Porta do Monturo - lixo espiritual, isto não serve para minha vida;
  • Porta da Fonte - muita neninice, não precisa tudo isto;
  • Porta do Micfade - não precisa orar tanto, vigiar muito é bobagem, Deus sabe todas as coisas;
  • Campanha das 12 portas abertas;
  • É melhor aprendermos com as portas ou com os ferrolhos?
  • As portas estão abertas, cuidado, elas estão queimadas, não se enganem;
  • As portas de Jerusalém estavam abertas (queimadas, destruídas), mas as do céu estavam fechadas. Fato atestado pelo profeta Malaquias;
  • A preocupação da época era com a segurança, guarda de tesouros e patrimônio e proteção dos reinos, por isto não temos como contestar a necessidades de muros em volta das cidades. A mentalidade dos povos era invadir, tomar;
  • A mentalidade da humanidade atual é outra: turismo a pleno vapor, apesar de que os temores ainda existem, mas devido aos inúmeros equipamentos de segurança e vigilância, radares, satélites, equipes de inteligência e outros, as preocupações não sejam tão intensas;
  • Os muros que existem hoje não são para impedir invasões e sim para segregar.
Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

O julgamento e a soberania pertencem a Deus. Plano de aula


TEXTO ÁUREO
“Há só um Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem? (Tg 4.12).

VERDADE PRÁTICA
Não podemos estar na posição de juízes contra as pessoas, pois somente Deus é o Justo Juiz.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – Tg 4.11-17.
11 - Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.
12 - Há só um Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?
13 - Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.
14 - Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.
15 - Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
16 - Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal como esta é maligna.
17 - Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado.

PROPOSTA
         “Disse-me-disse”: uma postura problemática;
         “Juiz do outro”: caluniador e emissor de falso testemunho;
         “Tu, porém, quem és, que julgas a outrem”?
         Todo pensamento deve ser feito com sabedoria do alto;
         Traçamos os planos, mas ninguém tem certeza do futuro;
         Somos limitados, por isto devemos confiar em Deus;
         Não sejamos presunçosos e arrogantes, somos frágeis;
         Arrogância, poder e orgulho – como é difícil resistir;
         Não sejamos omissos – podemos e devemos fazer.

INTRODUÇÃO
A lição dessa semana é a continuação dos conselhos práticos de Tiago aos seus leitores. Os assuntos com maior destaque são a “relação social entre os irmãos” e o “planejamento da vida”. Aprenderemos que, uma vez nascidos de novo, não podemos nos relacionar de maneira conflituosa com os outros. Outro aspecto importante que estudaremos é que o planejamento da nossa vida tem de estar de acordo com a soberana vontade de Deus — único legislador e juiz da vida. Ele é quem sempre terá a última palavra.

Não devemos julgar uns aos outros pela aparência (Jo 7.24), mas sim pela Palavra da verdade e justiça, portanto o que deve ser julgado são as condutas das pessoas e não elas propriamente, sob pena de sermos julgados da mesma forma ou em proporção ainda maior, pois para cada palavra usada, por nós, contra qualquer outro, receberemos duas ou mais de volta (Mt 7.1-2), em tese o prejuízo será maior.

Falar mal ou odiar o irmão (Mt 5.22; I Jo 3.15), condutas estas previstos na Palavra cada qual com a sua conseqüência. Muito pensam que somente a violação do sexto mandamento caracteriza o homicídio, mas se esquecem que o fato de falar indevidamente ou mal, bem como odiar as pessoas já nos coloca na posição de “malfeitores espirituais, juízes sobre outros”. Chamar alguém de “raca” (sujeitinho sem valor, mulherzinha sem qualidade) não contribuiu em nada para o crescimento dele, nosso e do reino de Deus, na verdade este tipo de julgamento acaba atingindo o julgador (cf Rm 2.1). Aquele que está julgando termina por praticar o mesmo erro daquele que está sendo julgado por ele.

Repreender para não haver erros é bíblico (Pv 9.6-8) e cabe a todos nós esta tarefa, no entanto, nós tendemos a ir mais além, até o momento em que ouvimos a mesma pergunta ouvida por Moisés, guardadas as devidas proporções, quando ele tentou resolver o problema entre seus patrícios: “Quem te tem posto a ti por maioral e juiz sobre nós? Qual reação teríamos diante desta pergunta? A mesma que Moisés? Fuga.

I. O PERIGO DE COLOCAR-SE COMO JUIZ (Tg 4.11,12)
1. A OFENSA GRATUITA. 
Não há postura mais problemática em uma igreja local quanto a do “disse-me-disse”. Infelizmente, tal comportamento parece ser uma questão cultural. Algumas pessoas parecem ter satisfação em destilar palavras que machucam. O que ganham com isso? Um ambiente incendiado por insinuações maldosas, onde elas mesmas passam a maior parte das suas vidas sofrendo e levando outros a sofrerem. Assim, Tiago inicia a segunda seção bíblica do capítulo quatro abordando o relacionamento interpessoal entre os crentes (v.11). Devemos evitar as ofensas e as agressões gratuitas, pois o “irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19). As ofensas só trazem angústias, tristezas e desgraças.

Disse-me-disse, mesmo que politicamente aceitável em nosso meio, já que não tem como eliminá-lo definitivamente, nos traz sérios prejuizos. Deveria não existir, no entanto, a igreja humana não consegue se desvencilhar deste mal, alias nem tenta. Em vez de usar o tempo e as palavras para exortar, mostrar o caminho, através de repreensões sadias, construtivas, o que enxergamos são juízes posicionados em locais estratégicos com a finalidade de conhecer, acusar, apontar erros costumeiros que podem sim nos tirar a salvação, caso não sejam tratados com o único e verdadeiro juiz da nossa vida.

Desta forma o amor que deveria ser dispensado ao próximo fica comprometido, pois todo o tempo em que poderia ser aplicado ou praticado o amor ao próximo é totalmente destinado a maledicência. O muito pensar em si mesmo produz estes julgamentos precipitados e a falta de amor ao próximo e a Deus. O desejo desenfreado de desobstrução de nossos caminhos para alcançarmos nossos objetivos e metas tem colocado muitos de nós na posição de juízes, na vã tentativa de sermos iguais a Deus.

2. FALAR MAL DOS OUTROS E SER JUIZ DA LEI (TG 4.11). 
O pecado de falar mal do outro foi por Tiago tratado com clareza ainda no versículo 11. Quem empresta os seus lábios para caluniar e emitir falso testemunho, além de estar pecando, coloca-se como o juiz do outro, mas não cumpridor da lei. Nós, servos de Cristo, fomos chamados para sermos discípulos, não juízes. Quem busca estabelecer condições para amar o próximo não pode ser discípulo de Jesus de Nazaré. Já imaginou se hoje, Deus, o nosso Pai, tratasse-nos numa posição de Juiz? Provavelmente estaríamos perdidos!

A malignidade do falar mal do outro reside justamente na pessoa do adversário de nossas almas, que por não possuir poder de fala, se utiliza dos desavisados para lançar suas setas em direção às suas vítimas. “Quem fala o que quer, ouve o que não quer”, “pronto, falei!”, não basta somente falar e sair de fininho, é preciso medir as consequências do que se fala.

Para os que gostam de julgar as pessoas, nada mais logico que seguir um conselho paulino: “cada um julgue a si mesmo e assim coma deste pão e beba deste cálice” (I Co 11.32). Então que começamos por nós mesmos e seremos pessoas mais prósperas espiritualmente e materialmente, além é claro, não dormiremos e não seremos tidos como fracos e doentes como os muitos que existem em nosso meio.

3. O AUTÊNTICO LEGISLADOR E JUIZ PODE SALVAR E DESTRUIR.
Com o objetivo de demonstrar o porquê de não podermos nos colocar como juízes dos outros, o texto bíblico recorda do quanto somos pecadores e declara que há apenas um Legislador (criador das leis) e Juiz (apto para julgar a todos) (v.12). Apenas o Criador tem o poder de salvar e destruir. Portanto, antes de emitir uma palavra de julgamento contra uma pessoa, responda a esta questão: “Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?”.

Mas existe outra pergunta, a qual nem mesmo Moisés foi capaz de respondê-la quando interpelado por um de seus patrícios: “Quem pôs você como nosso chefe ou nosso juiz”? (Ex 2.14 - NTLH). A única reação de Moisés diante desta pergunta foi a fuga. Isto aconteceu porque ele realmente não havia sido posto naquela posição, até então e o mesmo ocorre conosco hoje, quando nos colocamos como juízes, acima do bem e do mal. Não somos legisladores e tampouco juízes, somente Deus pode julgar a sua criatura, Ele pode salvar e pode destruir, já o homem não pode nada contra a alma (I Sm 2.6; Mt 10.28).

II. A BREVIDADE DA VIDA E A NECESSIDADE DO RECONHECIMENTO DA SOBERANIA DIVINA (Tg 4.13-15)
1. PLANOS MERAMENTE HUMANOS (TG 4.13). 
É comum algumas vezes falarmos “daqui tantos anos vou fazer isso”, “em 2018 eu farei aquilo”, etc. É verdade que precisamos planejar a vida. Entretanto, todo planejamento deve ser feito com a sabedoria do alto. Isto é uma dádiva de Deus. Todavia, infelizmente nos acostumamos à mera rotina e tendemos a planejarmos o futuro sem ao menos nos lembrarmos de que Deus, o autor da vida, tem de ser consultado, pois tudo o que temos é fruto da sua bondade e misericórdia.

Quando não planejamos sem consultar a Deus, nos rendemos a ansiedade, que é contrária a confiança que afirmamos ter em Deus, para que isto também não venha ocorrer devemos fazer conhecidas diante de Deus em humildade, confiando em sua graça e misericórdia em todo o tempo.

Mas acima de todos os nossos planos e ansiedade está a soberania de Deus que rege a nossa vida e quando isto acontece o homem deve aceitar a situação e a determinação de Deus, vide caso de Moisés que que ansiou muito por entrar na Terra Prometida, quem sabe ele não tenha feito muitos planos que seriam concretizados tão logo estivesse pisando em solo sagrado, mas teve que se contentar somente com a visão da benção, sem poder tocá-la. Ele pediu, implorou, chorou, mas ao final se submeteu à soberana vontade de Deus.

2. A INCERTEZA E A BREVIDADE DA VIDA (TG 4.14). 
“A vida é um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece”. Eis uma séria advertência de Tiago para nós! O ser humano muitas vezes se esquece da sua real condição. Fazemos os planos para amanhã ou depois, mas ninguém tem a certeza do futuro que lhe espera. A nossa vida é breve, passa como a fumaça. Lembre-se de que a nossa existência terrena é passageira e que, por isso, devemos viver a vida segundo a vontade de Deus, esperança nossa.

Ah, se o homem ansioso atual pudesse encompridar a sua vida? O que seria daqueles que anseiam pela justiça de Deus, a nossa glorificação? Muitos poderiam ficar sem presenciar o poderio de Deus caso não se preocupassem tanto com isto (Mt 6.27), mas no afã de prolongar sua vida prazerosa nesta dimensão falida acabam por se render ao certeiro estagio final de nossa existência e dele ninguém escapa. São tantos planos materiais, profissionais, relacionais, alguns já prevendo acontecimentos de 5 a 10 anos, sem ao menos levar em conta a brevidade de nossas vidas.

A nossa vida é efêmera, passageira e sendo ela tão curta, que “vantagem tem o homem de todo o seu trabalho, que ele faz debaixo do sol?” (Ec 1.3-4). A vida é passageira, dura pouco. Por isso, muitos buscam satisfazer-se de várias formas. Há os que acham que a sabedoria resolverá o seu problema (Ec 1.16-18; 2.12-16). Outros buscam preencher a sua alma com os prazeres dessa existência (Ec 2.1-3). Ainda outros recorrem às riquezas (Ec 2.4-11). E, por último, há aqueles que se autorrealizam no trabalho (Ec 2.17-23). Tudo em vão.

3. O MODO BÍBLICO DE ABORDAR O FUTURO (TG 4.15). 
Após compreendermos que a existência humana é finita e Deus é o infinito Absoluto, o versículo 15 nos ensina a ter um estilo de vida diferente. A consciência da nossa limitação, bem como da transitoriedade e a brevidade da vida, deve incidir sobre o nosso modo de viver ao mesmo tempo em que deve servir como ponto de partida para confiarmos ao Senhor todos os nossos planos. Só com essa consciência, buscaremos realizar a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Portanto, agiremos assim: “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou não”. Tal postura não é falta de fé, ao contrário, é fé na Palavra de Deus.

É certo que o homem deve buscar os suprimentos para as suas necessidades básicas para sua sobrevivência (Mt 6.32), pode pensar no futuro, planejar suas ações, aspirar posições, mas estas condutas não podem se tornar prioridades, não podem ser valorizadas em detrimento as coisas espirituais e jamais podem ser em revelia à vontade soberana de Deus.

III. OS PECADOS DA ARROGÂNCIA E DA AUTOSSUFICIÊNCIA DO SER HUMANO (Tg 4.16,17)
1. GLORIAR-SE NAS PRESUNÇÕES (TG 4.16A). 
Pensar que podemos controlar a nossa vida é de uma presunção orgulhosa que afronta o próprio Deus. Nós somos as criaturas e Deus, o Criador. Infelizmente, muitos fazem os seus planos desprezando o Senhor como se fosse possível deixá-lo fora do curso da nossa vida. Não sejamos presunçosos e arrogantes! Reconheçamos as nossas fragilidades, pois somos pó e cinza (Gn 18.27; Jó 30.19). Mas Deus, o nosso Pai, é tudo em todos por Cristo Jesus, o nosso Senhor (Cl 3.11).

Precisamos de muito para sobrevivência, isto acaba por se tornar uma busca diária e incessante que não pode, em nenhum momento, ser priorizada ante a presença maravilhosa de Deus em nossa vida, sem a qual jamais conseguiríamos algo. Se colocarmos a comunhão com Deus como nossa prioridade, não faremos uso desta pratica maligna, a presunção, pois facilmente entendemos nossa posição de fragilidade e buscamos em Deus o que precisamos.

2. A MALIGNIDADE DO ORGULHO DAS PRESUNÇÕES. 
A gravidade da presunção e da arrogância humana pode ser comprovada na segunda parte do versículo dezesseis: “toda glória tal como esta é maligna”. O livro de Ezequiel conta-nos a história do rei de Tiro. Ali, a malignidade, a arrogância e o orgulho humano levaram um poderoso rei a perder tudo o que tinha. Ele era poderoso em sabedoria e entendimento, acumulando para si riquezas e poder. Mas seu coração tornou-se arrogante, enchendo o interior de violência, iniquidades, injustiças do comércio e profanação dos santuários (Ez 28.4,5,16,18). Em pouco tempo o seu fabuloso império desmoronou. Não há ser humano no mundo que resista às tentações da arrogância, do poder e do orgulho. Triste é o final de quem se entrega à malignidade do orgulho das presunções humanas.

Este sentimento de alcance do objetivo ou da chegada à estatura de varão perfeito nunca seduziu o apóstolo Paulo, muito pelo contrário, pois ele não se deixou enganar por esta falsa e maligna ideia. Ele combateu estes ensinos, principalmente os que atacavam a igreja de Filipos. Mais do que ninguém era sabedor que a ruína acompanha os presunçosos, por isto não queria correr o risco de ser reprovado antes de atingir a linha de chegada (1 Co 9.24).  Ele ainda não se considerava perfeito, queria mais conhecimento de Cristo, pois se julgava incompleto (1 Co 13.12). O que ele almejava seria útil para limpar a imundícia da carne e do espírito e para aperfeiçoá-lo na santificação e no temor (2 Co 7.1).

3. FAÇA O BEM (V.17). 
Fazer o bem é uma afirmação da Epístola de Tiago que lembra as suas primeiras recomendações de não sermos apenas ouvintes, mas praticantes da Palavra (Tg 1.22-25). Ora, se nós ouvimos, entendemos, compreendemos e podemos fazer o que deve ser feito, mas não o fazemos, estamos em pecado. Deus condena o pecado de omissão! Não sejamos omissos quanto àquilo que podemos e devemos fazer! Como discípulos de Cristo não podemos recuar. Antes, temos de perseverar em perseguir o alvo que nos foi proposto até o fim (Fp 3.14).

Fica claro a manifestação do pecado quando há a omissão de nossa parte em socorrer ao nosso próximo, seja ele quem for. Despedir sem socorrer? Orar somente se condoendo da situação? Sentimento sem prática? Não podemos ser somente ouvintes, temos que colocar em prática o que aprendemos, para não negligenciarmos o ensino que estamos recebendo.

CONCLUSÃO
Vimos nesta lição as duras advertências de Tiago. Infelizmente, as transgressões descritas na epístola são quase que naturais na atualidade. Não são poucos os que difamam, caluniam e falam mal do próximo. Comportam-se como os verdadeiros juízes, ignorando que com a mesma medida com que medem os outros, eles mesmos serão medidos (Mc 4.24). Vimos também que ainda que façamos os melhores planos para a nossa vida, devemos nos lembrar de que a vontade de Deus é sempre o melhor. Que aprendamos com Tiago a perdoar ao outro e submetermo-nos à vontade do Pai.

OBJETIVOS DA LIÇÃO – FORAM ALCANÇADOS?
1) O juiz de outro tenta se igualar a Deus – perigo.
2) Brevidade da vida: muitos planos e poucas certezas;
3) Arrogância e autossuficiência: somos muitos limitados.

REFERÊNCIAS
Bíblia de estudo aplicação pessoal. CPAD, 2003.

Bíblia de Estudo Temas em Concordância. Nova Versão Internacional (NVI). Rio de Janeiro. Editora Central Gospel, 2008.

Bíblia Sagrada. Nova tradução na linguagem de hoje. Barueri (SP). Sociedade Bíblica do Brasil, 2000.

Bíblia Sagrada – Harpa Cristã. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, Rio de Janeiro. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2003.

CABRAL, Elienai. Filipenses. A humildade de Cristo como exemplo para a igreja. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2013. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2013.

CABRAL, Elienai. Filipenses. A humildade de Cristo como exemplo para a igreja. Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 3º trimestre de 2013. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2013.

GONÇALVES, José. Sabedoria de Deus para uma vida vitorioso. A atualidade de Provérbios e Eclesiastes. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 4º trimestre de 2013. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2013.

GONÇALVES, José. A verdadeira prosperidade. A vida cristã abundante. Lições Bíblicas. Faixa Jovens e Adultos. 1º trimestre de 2012. Casa Publicadora das Assembleias de Deus, CPAD, 2012.

Por: Ailton da Silva - 5 anos (Ide por todo mundo)