Presidente Prudente (SP),

Apresentação da lição em power point

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

A decisão mais difícil!


Um velho pregador, convidado a dar um testemunho na igreja de um pastor que lhe era muito amado, contou a seguinte história:

“Um pai, seu filho e um amigo de seu filho estavam velejando pela costa do Pacífico, quando uma tempestade aproximou-se rapidamente. As ondas estavam tão altas que, apesar de o pai ser um marinheiro experiente, não conseguiu evitar que o veleiro virasse. Os três foram arremessados ao mar quando o veleiro tombou”.

O velho pregador hesitou por um instante ao olhar para dois jovens que estavam ali, que pela primeira vez, desde o início do culto pareciam estar se interessando pela história. Ele continuou:

“Agarrando a boia, o pai teve que tomar a decisão mais devastadora de sua vida: ele só teve alguns segundos para decidir a qual menino jogaria a corda. O pai sabia que seu filho era salvo e também sabia que o amigo de seu filho não era. A força das ondas não se compara com a agonia dessa decisão. Ao gritar, ‘eu te amo, meu filho!”, ele jogou a outra ponta para o amigo de seu filho. Até o momento de o pai ter puxado o amigo do filho para o barco tombando, seu filho havia desaparecido nas águas turbulentas, naquela noite escura. O corpo nunca foi encontrado”.

A essa altura, os dois jovens estavam ansiosamente olhando para ele a fim de ouvirem as próximas palavras que sairiam da boca do ministro. Ele continuou:

“O pai sabia que seu filho entraria na eternidade com Jesus e não podia aguentar o pensamento que o amigo de seu filho entraria na eternidade sem Ele…”

Já tomado pela emoção, o velho pregador continuou: “Portanto, ele sacrificou seu filho para salvar o amigo de seu filho”. E acrescentou:

“Quão grande é o amor de Deus, que O levou a sacrificar Seu único filho para que nós pudéssemos ser salvos. Eu suplico que você aceite Sua oferta para resgatar você, e agarre a outra ponta que Ele está jogando para você neste culto”.

Com isso, o velho pregador voltou-se e se sentou em seu lugar. O silêncio tomou conta do auditório. O pastor da igreja, então, subiu vagarosamente ao púlpito, e pregou um breve sermão como um apelo no final.

Poucos minutos após o término do culto, os dois jovens estavam ao lado do velho pregador. “Foi uma estória muito bonita”, disse, educadamente, um dos rapazes, “mas não achei muito realista dar seu filho na esperança de que o outro rapaz se tornasse um cristão”.

 “Bem, você até tem uma certa razão”, o velho pregador respondeu, olhando para a sua Bíblia desgastada. Um enorme sorriso se abriu no seu rosto, e mais uma vez olhou para os garotos e disse:

“Não foi muito realista, não é? Mas eu estou aqui hoje para contar este fato, que me dá uma pequena ideia de como deve ter sido para Deus dar Seu único Filho por mim e por vocês, para que fôssemos salvos, mesmo sabendo que muitos não acreditariam nisso”.  E concluiu:

“Veja!… Eu sou aquele pai, e o seu pastor é o amigo do meu filho!”.

Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Lição 11 - Materiais trimestres anteriores


Dinâmica
http://ailtonsilva2000.blogspot.com.br/2010/08/dinamica-ester-um-rainha-altruista.html

Um pouco do filme “Ester”

O ultimato à rainha Ester
http://ailtonsilva2000.blogspot.com.br/2012/07/ressurreicao-de-lazaro-e-ultimato.html

Plano de aula - lição 13 – 4º trimestre 2011


Pós aula lição 13 – 4º trimestre 2011

http://ailtonsilva2000.blogspot.com.br/2011/12/pos-aula-licao-13.html
Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Relembrando - para lição 9


PROPOSTA
          Milagre: pouco/muito; escassez/abundância; vazio/cheio;
          Benção: resposta divina às necessidade humana;
          Milagres antecedidos por clamores;
          A viúva quase esqueceu o que possuía;
          Feche a porta e veja o milagre. Não compartilhe;
          Instrumentos humanos: portas-vozes de milagres;
          Palavra de Deus: agente causador de milagres;
          Objetivo dos milagres: fim do sofrimento humano;
          Os milagres direcionam nossa atenção para Deus.

INTRODUÇÃO
A multiplicação do azeite na casa da viúva (2 Rs 4.1-7), é uma das mais surpreendentes passagens bíblicas, pois o pouco tornou-se muito, o escasso se converteu em abundância e o vazio ficou cheio. Neste episódio vemos a graça de Deus alcançando os corações desesperados, uma “revelação do amor, da compaixão e do cuidado de Deus por uma pobre viúva de um profeta e seus dois filhos”. Um milagre, que alterou a “natureza criada por Deus, feita pelo próprio Deus e para glória de Deus”, ocorreu em decorrência da bondade de Deus e em resposta a uma fé obediente.

Os milagres possuem um caráter confirmador da Palavra, do amor e poder de Deus (Mc 16.20), mas ele não é a peça principal, é apenas um coadjuvante, haja vista vir em segundo plano, sempre após a Palavra, para confirmá-la. Caso isto não ocorra, os milagres ou operações serão de origem maligna ou frutos da mente humana (2 Ts 2.8).

Eliseu, o sucessor de Elias, não assumiu sua posição de uma hora para outra, pelo contrário, foi preparado. Ele foi o profeta que mais fez milagre no Antigo Testamento, depois de Moisés, exatamente o dobro de Elias. Naquela oportunidade ele foi o instrumento pelo qual Deus socorreu a viúva do profeta temente. Havia um milagre na casa da viúva (cf 1 Co 6.19) e dependeria somente dela e de seus dois filhos para que fosse concretizado. Deus operou muitos milagres através da instrumentalidade de Elias e Eliseu, justamente para que o povo entendesse que ainda existia um Deus em Israel e que Ele estava bem presente.

Aquela viúva (2 Rs 4.1-7) se viu em uma situação desesperadora, sem solução, por isto se apresentou a Eliseu a fim de receber algum conforto ou orientação. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“[...] Achando-se incapaz de saldar a dívida, enfrentou a possibilidade do credor tomar seus dois filhos para um período de escravidão. O texto em Levítico 25:39-42 determina que se o devedor não pudesse pagar a sua dívida, ele era obrigado a servir ao credor como escravo até o ano do jubileu. Deus, porém, interveio e concedeu-lhe a provisão suficiente para atender a necessidade urgente dela e de seus dois filhos. De acordo com o historiador Flavo Josefo, “a viúva desta história era a esposa de Obadias, o mordomo de Acabe em 1Reis 18. O motivo de a família estar endividada era que Obadias havia sustentado os 100 profetas do Senhor que ele escondera de Acabe e Jezabel.”

a) A dívida do marido:
Conforme relata Flávio Josefo, o marido da viúva, Obadias (1 Rs 18.4, 13), contraiu aquela dívida, justamente em virtude do socorro prestados aos profetas perseguidos por Jezabel, uma causa nobre. Aquela dívida não fora resultado de ganância, egoísmo, materialismo ou exagero da parte dele, tampouco o da viúva, haja vista que elas não tinham credito ou por não receberem confiança da sociedade judaica, certamente não teria como contrair tamanha divida, após o falecimento do marido.

A pobre viúva não conseguiu saldar a divida, motivo pelo qual seus filhos seriam levado como pagamento, já que a Lei mosaica permitia a escravização de um judeu, que não conseguisse saldar suas dívidas, mas por apenas seis anos (Ex. 21.7; Lv. 25.39; Ne. 5.5; Is. 50.1; Jr. 34.8-11).

I. A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE
1. A NECESSIDADE HUMANA. 
As bênçãos de Deus vêm em resposta a uma necessidade humana. O milagre ocorrido na casa da viúva de um dos discípulos dos profetas confirma esse fato (2 Rs 4.1-7). Aquela mulher perdera primeiramente o marido e agora estava na iminência de ver seus dois filhos serem levados pelos credores, caso não quitasse a dívida e para ajudar, a sua condição perante a sociedade judaica não permitia criar expectativas.

O credor não estava fazendo nada de anormal, imoral ou desumano, haja vista sua ação estar respaldada na Lei Mosaica (Ex. 21.7; Lv. 25.39; Ne. 5.5; Is. 50.1; Jr. 34.8-11). Um credor poderia obrigar um devedor a saldar a sua dívida através do trabalho servil ou escravo (2 Rs 4.1b).

Essa mulher, portanto, necessitava urgentemente que algo fosse feito para tirá-la daquela situação. Sabedora que o profeta Eliseu era um homem de Deus, recorreu a ele (v.1).  Ela buscou algo além da Lei e deu de cara com a misericórdia de Deus. A Escritura mostra que o Senhor socorre o necessitado (Sl 40.17; 69.33; Is 25.4; Jr 20.13), batendo de frente contra as tradições, costumes e injustiças. Sobre isto o professor Luciano de Paula Lourenço escreveu:

“Eliseu era compromissado com Deus, não com as tradições, por isso não se calou frente à injustiça, nem se deixou moldar pela teologia deturpada daqueles dias. Em seu ministério, mais do que no de qualquer outro profeta, a mulher foi valorizada e seus direitos respeitados. [...] (Tg 1:27). Foi naquele difícil contexto que a esposa de um seminarista ficou viúva. Como herança, o aprendiz de profeta deixou-lhe dois filhos para criar e uma dívida para saldar. Não havia pensão, não havia seguro de vida e não havia ninguém por ela. Por isso, não tardou surgirem os “abutres do lucro fácil”, ávidos por confiscar-lhe os filhos. Não tendo a quem mais recorrer, a pobre viúva apelou ao profeta Eliseu, apesar de saber que este também não possuía recursos financeiros. Confiava que ele encontraria em Deus uma saída para a crise. Ela sabia que o profeta Eliseu era um homem de Deus, por isso recorreu a ele (2Rs 4:1).

2. A MISERICÓRDIA DIVINA. 
O milagre ocorrido na casa da viúva aconteceu como resposta a uma carência humana, mas também graças à compaixão divina. Não foi somente por ser pobre ou pela sua situação que ela foi socorrida, ou tampouco por ter sido esposa de um dos discípulos dos profetas (2 Rs 4.1), mas sim porque ela clamou (do hebraico tsa aq, clamar por ajuda, chorar em voz alta) ao profeta Eliseu (2 Rs 4.1), sensibilizando-o. Deus se compadeceu daquela mulher sofredora. O Senhor é compassivo, misericordioso e longânimo (Êx 34.6; 2 Cr 30.9; Sl 116.5).

II. A DINÂMICA DO MILAGRE
1. UM POUCO DE AZEITE. 
Diante do clamor da viúva, o profeta Eliseu perguntou-lhe: “Que te hei de eu fazer? Declara-me que é o que tens em casa. E ela disse: Tua serva não tem nada em casa, senão uma botija de azeite” (2 Rs 4.2).

Eliseu não sabia o que fazer, de início, mas como fora discipulado por Elias, logicamente percebeu que aquela situação era parte integrante de um possível milagre, tal como aconteceu com a viúva de Sarepta, que estava em situação pior que aquela (1 Rs 17.9-12). Quando ela disse que ainda tinha uma pequena botija de azeite, tal com a de Sarepta, que tinha somente um punhado de farinha e um pouco de azeite (1 Rs 17.12), rapidamente a ordenou que fosse e tomasse vasos emprestados dos vizinhos, muitos, e que depois entrasse em sua casa, juntamente com os filhos e fechasse a porta. Pronto, o milagre estava a caminho. A chave da vitória daquela mulher não foi no recebimento das bênçãos, mas sim na sua atitude após o recebimento, pois ela novamente se apresentou ao profeta e pediu orientações. Ela ouviu: “vá, vende, pague a dívida e viva do resto”.

O milagre aconteceu na esfera familiar, já que os seus filhos também creram na palavra do profeta. A benção saiu do interior de sua casa, não veio de longe ou das mãos de terceiro. A multiplicação do pouco caracteriza milagre na vida do homem. Sempre tem que existir o pouco para que o muito fique evidente após a ação de Deus. “Do nada para o muito, somente foi visto no momento da criação, quando Deus ordenou que existissem”. O ponto de partida do milagre para as nossas vidas sempre é o pouco que temos, mesmo que seja como aquela mulher, que de tão pouco que possuía, não se lembrava.

2. UMA FÉ OBEDIENTE. 
As orientações do profeta Eliseu foram muitas claras e audíveis, não teria como aquela mulher questionar ou cumprir somente a metade na esperança de resultado.

A solução para o problema da viúva estava nas próprias mãos dela, bastava seguir à risca as ordens reveladoras do profeta (2 Rs 4.3-5), tal como Eliseu faria mais tarde com o leproso Naamã, chefe do exercito sírio, o qual também recebeu do profeta ordens que no início pareciam estranhas e desnecessárias, mas vinham do próprio trono do Altíssimo (2 Rs 5.10):
a) Em primeiro lugar, Eliseu chamou a mulher à ação: “Vai, pede para ti vasos emprestados”. A fé é demonstrada pela ação (Tg 2.17), tal como demonstrado pelos amigos do paralítico de Cafarnaum que os conduziram a presença de Jesus (Mc 2.1-12). Ela poderia ter resistido a esta ordem, haja vista que já era do conhecimento de seus vizinhos a sua situação precária. Seria possível que alguns deles se recusassem a emprestar-lhe os vasos, pois ela poderia pegá-los e vendê-los. “A ocasião poderia fazer uma ladra”.

b) Em segundo lugar, o milagre deveria acontecer de portas fechadas: “Fecha a porta”, disse o profeta. Outro ponto que ela poderia questionar, pois até então a sua vida fora um livro aberto. Todos sabiam de seu sofrimento e viam a sua precariedade, porque então no momento da vitória, no momento em que a sua tristeza seria transformada em alegria, deveria ser às portas fechadas? Porque aqueles que a apontaram, riram, zombaram não poderiam então contemplar Deus trabalhando em sua vida? Os curiosos ou os mais próximos devem ter ficado em frente esperando o resultado. De repente surge a mulher com um semblante diferente, jovial, alegre, com voz trêmula, e ao lado os seus filhos, que não se contiveram e saíram correndo. A notícia se espalhou rapidamente. Jeová é Deus, Jeová é Deus.

Porta fechada (cf Mt 6.6) é antônimo de publicidade desenfreada. Jesus nunca precisou disto, Ele “não fez propaganda de suas curas com o intuito de criar uma reputação sensacionalista, nem como pretexto para arrecadar dinheiro”, pelo contrário, pois em alguns casos, os que recebiam as curas foram orientados a não contarem para ninguém (Mt 8.1-4, 9.27-31), bem diferente dos homens, que buscam a notoriedade, gosta de aparecer e vangloriar-se. Deixam a porta aberta para serem vistos!

A mulher obedeceu ao profeta, e o azeite começou a fluir. E, assim, salvou seus filhos da escravidão, pagou as dívidas e viveu dignamente.

III. OS INSTRUMENTOS DO MILAGRE
1. O INSTRUMENTO HUMANO. 
Eliseu foi um grande homem de Deus (2 Rs 4.7, 9, 16; 6.9), um instrumento para operação dos milagres. Deus sempre usou homens valorosos, corajosos, que não mediram esforços durante a execução de seu plano. Sobre isto o professor Francisco de Assis Barbosa escreveu:

“Na galeria dos varões valorosos de Deus não há lugar para covardes, tímidos, omissos, nem acomodados!  De pronto o Senhor mandou Gideão dispensar os medrosos da luta (v. 3).  Em Deuteronômio 20, temos instruções do Senhor para seu povo em guerra.  Eis as palavras que o sacerdote deveria dizer ao povo [...] (vs. 3 e 4).  Deus ainda instruiu os oficiais a falarem ao povo [...] (V. 8).  Observe os exemplos de confiança no poder do Senhor e coragem para lutar em Davi (I Sm 17:24 e 42-44) e Jônatas (I Sm 14:6 e 14). Em Levítico 26, nós aprendemos que o medo é conseqüência de desobediência ao Senhor!  No verso 12, Deus promete: Andarei no meio de vós, e serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo.  Entretanto, o Senhor avisa das conseqüências de o seu povo não obedecer a seus mandamentos [...] (vs. 36 e 37). O homem de Deus é um soldado corajoso porque o Espírito que está nele não é o espírito de covardia.  Em II Tm 1:6-8, o apóstolo Paulo afirma que Deus nos deu o Espírito: de poder, de amor e de moderação.  Isto é suficiente para nos capacitar a testemunhar de nosso Senhor corajosamente e a enfrentar toda e qualquer adversidade. [...] Em 1Tm 6.11, o apóstolo Paulo usa a expressão – “HOMEM DE DEUS” - dirigindo-se a um jovem chamado Timóteo. Timóteo talvez estivesse passando por muitas pressões e possivelmente era um jovem com muitas fragilidades, mas certamente elas não podiam impedir que ele fosse esse Homem de Deus. Paulo via a Timóteo como um Homem de Deus”

Deus usou Abraão, para formar a uma nação (Gn 12) e para através dela revelar seu plano de salvação à humanidade. Usou Moisés para tirar os israelitas do Egito (Êx 4.1-17). Paulo foi escolhido para levar a mensagem do Evangelho aos gentios e nobres (At 9.15), tal como Pedro (At 10 — 11) e Jesus, encarnado, glorificado foi o instrumento maior que nos proporciona a salvação (Jo 1.1,18; Fp 2.1-11).

No episódio da viúva, Deus usou muitos de seus vizinhos como instrumentos e alguns sequer perceberam. Eles confiaram nas palavras da viúva e de seus filhos e emprestaram seus vasos.

2. O INSTRUMENTO DIVINO. 
Quando uma grande fome assolava Samaria, o profeta Eliseu profetizou abundância de alimentos (2 Rs 7.1), algo pouco provável para a época, a ponto de o capitão, em cujo braço o rei se apoiava, dizer ironizado que seria impossível que aquilo se cumprisse, mesmo que janelas fossem abertas no céu (2 Rs 7.2), mas a profecia cumpriu-se exatamente como Eliseu havia predito (2 Rs 7.16-20).

Este fato ocorrido em Samaria, tanto quanto o caso daquela viúva, colocam a Palavra do Senhor como agente causador do milagre e este por sua vez é colocado como agente confirmador. Tudo aconteceu “segundo a palavra do Senhor” (2 Rs 7.16). O que o Senhor faz, Ele o faz através de sua Palavra.

IV. O OBJETIVO DO MILAGRE
1. UMA RESPOSTA AO SOFRIMENTO.
Todos os milagres realizados por Eliseu deixam bem claro que eles ocorreram em resposta a uma necessidade humana e também ao sofrimento (2 Rs 4.1-38; 5.1-19; 6.1-7), prova de que Deus nos assiste em nossas limitações e dificuldades. O Novo Testamento mostra-nos que o Senhor Jesus libertava e curava porque se compadecia do sofrimento humano (Lc 13.10-17; Mc 1.40-45).

2. GLORIFICAR A DEUS. 
Os milagres, portanto, são respostas de Deus ao sofrimento humano, todavia, eles não se centralizam no homem, mas sim, em Deus. Os milagres narrados nas Escrituras objetivam a glória de Deus. Em nenhum momento, encontramos os profetas buscando chamar a atenção para si através dos milagres que realizavam nem tirarem proveitos deles, promovendo espetáculos. Quem tentou fazer isso e beneficiar-se de forma indevida foi Geazi, o servo de Eliseu. Entretanto, quando assim procedeu foi severamente punido (2 Rs 5.20-27).

Em o Novo Testamento, observamos Pedro e Paulo pondo em destaque esse fato e mostrando que Deus, e não os homens, é quem deve ser glorificado (At 3.8,12; 14.14,15), pois os milagres sempre “carregam alguma mensagem, e apontam sempre para Cristo, que é a Palavra Revelada, o Verbo encarnado”.

CONCLUSÃO

O milagre da multiplicação do azeite é um testemunho do poder de Deus, que se compadece dos sofredores que o buscam de todo o coração. O foco, portanto, dessa bela história não é a viúva nem tampouco o profeta Eliseu, mas o Senhor que através da instrumentalidade do seu servo abençoa essa pobre mulher. A história faz-nos lembrar um outro feito extraordinário e muito mais relevante do que esse: a multiplicação dos peixes e pães por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele foi, é e sempre será a resposta a todo sofrimento humano.

Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

Relembrando - para lição 9












Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

1º Trimestre 2017 - Lições Bíblicas


1º trimestre de 2017 
As Obras da Carne e o Fruto do Espírito. Como o crente pode vencer a verdadeira batalha espiritual travada diariamente.

Comentarista: Pr. Osiel Gomes

Lição 1 - As Obras da Carne e o Fruto do Espírito 
Lição 2 - O Propósito do Fruto do Espírito 
Lição 3 - O Perigo das Obras da Carne 
Lição 4 - Alegria, Fruto do Espírito; Inveja, Hábito da Velha Natureza 
Lição 5 - Paz de Deus: Antídoto contra as Inimizades; 
Lição 6 - Paciência: Evitando as Dissensões 
Lição 7 - Benignidade: um Escudo Protetor contra as Porfias 
Lição 8 - A Bondade que Confere Vida 
Lição 9 - Fidelidade, Firmes na Fé 
Lição 10 - Mansidão: Torna o Crente Apto para Evitar Pelejas 
Lição 11 - Vivendo de Forma Moderada 
Lição 12 - Quem Ama Cumpre plenamente a Lei Divina 
Lição 13 - Uma Vida de Frutificação

fonte: http://sub-ebd.blogspot.com.br/2016/10/licoes-biblicas-do-1-trimestre-de-2017.html

Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Lição 8 - Slides






Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

Viuvez - conceito e algumas observações - material utilizado no 3º trimestre de 2012


  • É o estado social e psicológico de um dos cônjuges quando da morte do outro, que não contrai novas núpcias;
  • É uma situação esperada, mas não planejada. “Uma transição de identidade”, pela qual os viúvos passam a desempenhar um novo papel na sociedade aderindo a novos grupos de relações. Surgem novos atores sociais;
  • Desde os primórdios é um assunto de interesse público, por vezes não percebido, mas era uma preocupação constante, pois o socorro era imprescindível;
  • A solidão, provocada pela perda, é um dos pontos críticos desse estado, que pode comprometer a vida da viúva ou do viúvo com a depressão, tristeza e medo do futuro;
  • Outro fator que comprometia a família era a condição de pobreza que fatalmente atingia a família das viúvas, pois tais eram negligenciadas, ignoradas e esquecidas;
  • A lei Mosaica previa o atendimento a estes casos (Ex 22.22-24; Dt 14.28-29) e a outros especificamente;
  • As viúvas tinham duas opções: o direito de retornarem à casa do pai (socorro de Deus) ou poderiam permanecer na casa dos sogros (Gn 38.11; Rt 1.16). Como segunda opção poderiam se sujeitar à lei do levirato (Dt 25.5-9), pela qual um irmão ou parente próximo do falecido a desposaria para dar continuidade ao nome do extinto. Nestes casos o filho desta  nova relação matrimonial era considerado filho do marido anterior, para que a família continuasse unida e para que não tivessem problemas com a partilha;
  • A lei impedia o casamento de sacerdotes e sumo sacerdotes com viúvas (Lv 21.14);
  • As viúvas de reis, em muitos casos, permaneciam em seu estado de viuvez, pois contrair casamento com elas era o mesmo que “reivindicar o reino” (I Rs 2.23, cfe I Rs 1.1-4), segundo o entendimento do rei Salomão. 
Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

Aflições da viuvez - material utilizado no 3º trimestre 2012


Encontramos na Bíblia Sagrada diversos exemplos de superação da viuvez, entre os quais citamos:

a) Profetisa Ana:
SOFRIMENTO: Viveu apenas sete anos com o seu marido, antes da viuvez;

DECISÃO: não se afastou do Templo (Lc 2.36-37). Serviu ao Senhor dia e noite, mesmo com sua idade avançada. Ela e Simeão tiveram o privilegio de verem de perto o Messias;

VOCÊ, NO LUGAR DELA: O que faria? Questionaria a Deus, pela sua soberana decisão (recolhimento). Se isolaria ou se furtaria aos deveres espirituais e materiais?


b) A viúva de Naim:
SOFRIMENTO: Perdeu o seu único filho (Lc 7.11-17), sua única fonte de sustento até então. Estaria fadada a pobreza e ao desprezo;

DECISÃO: Confiou na palavra de Jesus, “não chores”;

VOCÊ, NO LUGAR DELA: O que faria? Questionaria a Deus, pela sua soberana decisão (recolhimento). Continuaria no lamento pela condição de extrema necessidade que se aproximava?


c) A viúva pobre:
SOFRIMENTO: Mulher com poucas posses, possivelmente vitima do desprezo judeu e fatalmente enfrentava necessidades, pois isto foi atestado por Jesus, quando Ele disse: “... mas esta, da sua pobreza, deitou todo o sustento que tinha”;

DECISÃO: Mesmo diante de sua condição ofertou no Templo;

VOCÊ, NO LUGAR DELA: O que faria? Questionaria a Deus, pela sua soberana decisão (recolhimento). Reteria parte da oferta devido ao temor pelas suas condições? Ou exercitaria a fé, assim como esta viúva?


d) A viúva de Sarepta, a gentia (... vive o Senhor, TEU Deus) que não era o mesmo dela:
SOFRIMENTO: Estava ajuntando lenha para a última refeição sua e de seu filho. Somente tinha os ingredientes para o bolo, a farinha e o azeite. Faltava apenas um motivo maior, sustentar o profeta;

DECISÃO: Foi escolhida, por Deus, para servir Elias por um tempo determinado (Lc 4.25,26). Ela acolheu o profeta que estava ameaçado pelo Rei Acabe (I Rs 17.1). Mesmo não conhecendo Deus, pois sua fala a denunciou: “vive o Senhor, TEU Deus”, resolveu atender ao pedido do faminto e cansado Elias. Enquanto uma gentia sustentava o homem de Deus os judeus estavam ocupados demais adorando Baal, o deus de Jezabel;

VOCÊ, NO LUGAR DELA: O que faría? Daría a alguém o seu “último” bocado (I Rs 17.12)? Acreditaria na “escolha” de Deus?


e) Rute (a moabita) e Noemi:
SOFRIMENTO: perdas, filhos e maridos (Noemi). Marido, cunhado e sogro (Rute). Voltaram pobres (cfe 1.21);

DECISÃO: Noemi decidiu pelo retorno à Judá e acolheu sua nora (Rute) após sua conversão (1.16). Rute decidiu aceitar “Jeová como Salvador” de sua vida. Mesmo sabendo que enfrentaria obstáculos e rejeição dos judeus permaneceu ao lado de sua sogra;

VOCÊ, NO LUGAR DELA: O que faria? Ficaria nas terras de Moabe, com vergonha da situação financeira (1.21)? Ou mudaria de vida, crença e enfrentaria os obstáculos e rejeição, assim como fez Rute?


f) Abraão:
SOFRIMENTO: perda de sua esposa Sara (Gn 23.2);

DECISÃO: Mesmo diante da dor, lembrou-se de Isaque, sabia que tinha que dar continuidade à sua semente, por isto ordenou a seu servo que fosse buscar uma esposa para o filho (Gn 24.4);

VOCÊ NO LUGAR DELE: O que faria? Ficaria lamentando a perda e esqueceria da linhagem, do seu futuro? Ou aproveitaria a viagem do servo e pediria duas esposas, uma para o filho e outra para você? Ele ainda era viúvo.


g) Ló:
SOFRIMENTO: perda de sua esposa irresponsável (Gn 19.26);

DECISÃO: Continuou a jornada com as filhas, não ficou esperando a restauração da mulher (Gn 19.30), um grande “milagre”;


VOCÊ, NO LUGAR DELE: O que faria? Ficaria lamentando diante da estátua de sal? A mulher que atrapalhou sua jornada. 

Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)

Relembrando a história de Rute segundo Josefo

CAPÍTULO 11
HISTÓRIA DE RUTEMULHER DE BOAZBISAVÔ DE DAVI.

Depois da morte de Sansão, Eli, sumo sacerdote, governou o povo de Israel. Houve no seu tempo uma grande carestia. Abimeleque, que morava na cidade de Belém, na tribo de Judá, não a podendo suportar, foi com a mulher, Noemi, e seus dois filhos, Quiliom e Malom, para o país dos moabitas. Ali tudo correu perfeitamente bem, e ele casou o mais velho dos filhos com uma jovem de nome Orfa e o mais moço com outra, de nome Rute.

Dez anos depois, pai e filhos morreram, e Noemi, cheia de aflição, resolveu voltar para o seu país, que então estava em situação melhor que a de quando ela o havia deixado.

As noras quiseram segui-la, porém, como as amasse demais para tolerar que sofressem a mesma infelicidade, rogou-lhes que ficassem, pedindo a Deus que as fizesse mais felizes no segundo matrimônio, pois não o haviam sido no primeiro. Orfa consentiu naquele desejo, mas a extrema afeição que Rute devotava à sogra não lhe permitiu abandoná-la e desejou ser sua companheira também na adversidade. Assim, chegaram ambas a Belém, onde veremos em seguida que Boaz, primo de Abimeleque, as recebeu com grande bondade.

Noemi dizia aos que a chamavam por esse nome: "Deveríeis antes chamar-me  Mara" — que significa "dor" — "e não Noemi" — que quer dizer "felicidade".

Rute 2. Chegou o tempo da ceifa, e Rute, a fim de obter alimento, foi respigar, com licença da sogra. Entrou por acaso no campo que pertencia a Boaz. Ele che¬gou pouco depois e perguntou ao administrador quem era aquela moça. Ele o informou de tudo o que sabia, dito por ela mesma. Boaz louvou muito o afeto que ela nutria pela sogra e pela memória do marido e desejou-lhe toda sorte de felicidade. Disse ao administrador que permitisse a ela não somente respigar, mas levar o que desejasse, e que lhe dessem ainda de beber e de comer, como aos ceifadores.

Rute guardou um caldo para a sogra, que levou para ela à tarde, com o que havia recolhido. Noemi, por seu lado, guardara para Rute parte do que os vizinhos lhe haviam dado para o jantar. Rute contou-lhe o que se havia passado, e Noemi disse-lhe que Boaz era um parente e homem de bem, tanto que esperava que ele tomasse cuidado dela, Rute, que em seguida voltou a respigar no campo dele.


Rute 3. Dias depois, quando toda a cevada já estava batida, Boaz veio à sua propriedade e deitou-se na eira. Quando Noemi o soube, julgou vantajoso que Rute se prostrasse aos pés dele para dormir e disse-lhe para fazer o que pudesse para consegui-lo. Rute não ousou desobedecê-la e assim, mansamente, esguei-rou-se até os pés de Boaz. Ele não a percebeu no momento, porque estava muito adormecido, porém ao acordar, pela meia-noite, percebeu que alguém estava deitado junto dele e perguntou quem era. Ela respondeu: "Sou Rute, vossa serva, e rogo-vos que consintais que eu repouse aqui".

Nada mais ele perguntou e deixou-a dormir, mas a despertou bem cedo, antes que os empregados se tivessem levantado, dizendo-lhe para apanhar quanta cevada quisesse e então voltar para a casa da sogra, antes que alguém percebesse que ela passara a noite junto dele. Porque era necessário, por prudência, evitar qualquer motivo de comentários, principalmente em assunto daquela importância. Ele acrescentou: "Aconselho-vos a perguntar a alguém que vos seja mais próximo que eu se vos quer tomar para esposa. Se ele estiver de acordo, podereis desposá-lo. E, se recusar fazê-lo, eu vos desposarei, como a Lei me obriga". Rute narrou à sogra esse fato, e ambas conceberam então firme esperança de que Boaz não as abandonaria.

Rute 4. Ele voltou à cidade pelo meio-dia e reuniu os magistrados. Mandou chamar Rute e seu parente mais próximo, ao qual disse: "Não possuis os bens de Abimeleque?" Respondeu ele: "Sim, eu os possuo pelo direito que a Lei me dá, sendo o seu parente mais próximo". Boaz replicou: "Não basta cumprir parte da Lei, deve-se cumprir toda ela. Assim, se quiserdes conservar os bens de Abimeleque, é necessário que desposeis a viúva, que vedes aqui presente". O homem respondeu que já era casado e, tendo filhos, preferia ceder-lhe os bens e a mulher. Boaz tomou os magistrados como testemunhas dessa declaração e disse a Rute que se aproximasse daquele parente, descalçasse-lhe um dos sapatos e lhe desse um tapa no rosto, como a Lei determinava. Ela o fez, e Boaz então desposou-a.

Ao fim de um ano, ela teve um filho, do qual Noemi teve o encargo de cuidar e a quem chamou Obede, na esperança de que ele a ajudaria em sua velhice, pois Obede, em hebreu, significa "auxílio". Obede foi pai de Jessé, pai do rei Davi, cujos filhos até a vigésima geração reinaram na nação dos judeus.

Extraído: História dos hebreus. De Abraão à queda de Jerusalém. Flávio Josefo.
Por: Ailton da Silva - 7 anos (Ide por todo mundo)